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Pará e Mato Grosso apostam no crescimento de negócios sustentáveis

Em 13 anos, o estado do Pará diminuiu em 70% os índices de desmatamento. Enquanto em 2004, quase 9 mil km² de mata foram degradados, no ano de 2016 a taxa caiu para 2,4 mil km². Nesse contexto, no mês de novembro de 2017, os governos do Pará é do Mato Grosso se reuniram durante eventos que ocorreram em Londres, na Inglaterra, para debater soluções para o problema do desmatamento. Paralelamente, também foi discutida a intenção dos estados em fortalecer e instigar a formação e o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis.

Estiveram presentes na reunião mais de 100 profissionais, entre especialistas, representantes da indústria alimentícia, investidores e altos gestores da área de finanças. O Vice-Governador do Mato Grosso, Carlos Henrique Fávoro, e o embaixador do Brasil no Reino Unido, Eduardo dos Santos, também participaram das discussões.

A pauta do encontro girou em torno do protagonismo dos estados do Pará e Mato Grosso na busca por oportunidades de fomentar o trabalho colaborativo entre gestão estatal, sociedade civil e setor empresarial. Dessa forma, objetiva-se que nos próximos anos haja transformações no modelo de produção, com processos que respeitem a comunidade, ambientes urbano e rural, assim como todo o ecossistema verde, aplicando a sustentabilidade na prática.

Para Lexine Hansen, diretora da Tropical Forest Alliance (TFA), uma das instituições organizadoras do evento, reduzir o desmatamento, inserir a comunidade no processos e manter a produtividade é o maior desafio. “Por isso é fundamental conhecer o que se está fazendo, trocar informações e que, independente da esfera de atuação, possamos ter mais agilidade entre todos os atores para consolidar projetos”, afirma a diretora.

Outro dos interesses compartilhados é o apoio para projetos que possam auxiliar na preservação e sustentabilidade da Amazônia. A necessidade de ações revelou-se urgente principalmente após esforços do governo brasileiro durante o ano de 2017 em extinguir reservas naturais e privatizar setores comuns da Floresta Amazônica.

 

Falkner Moreira
Produção de Conteúdo